Ação contemplada pela Política Nacional Aldir Blanc reúne peça inspirada em Frida Kahlo e atividades dramáticas nos dias 1º e 8 de outubro

As comunidades escolares de Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás, recebem nos dias 1º e 8 de outubro uma programação cultural gratuita composta pelo espetáculo infantil Flores de Frida e pela oficina Pequeno Drama. Realizada pelo Instituto Justina, a iniciativa levará peças artísticas, imaginação e criação coletiva a alunos de duas unidades da rede pública do município.
A agenda de atividades terá início no Colégio Raimundo Coelho no dia 1º de outubro, a partir das 14h, com a encenação da peça seguida pela oficina. Já no dia 8 de outubro, as ações ocorrem no Colégio Vinovita em dois turnos: no período da manhã, das 8h às 10h, e na parte da tarde, das 15h às 17h.
As apresentações e vivências formativas fazem parte do projeto Instituto Justina: Território de Criação Comunitária. A proposta foi contemplada pelo Edital de Manutenção Continuada de Grupos/Cias de Arte nº 02/2026, viabilizado pela Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB) por meio da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás). O objetivo central é unir formação e circulação artística, promovendo a aproximação entre as produções do grupo e o território em que a instituição atua.
Planejamento continuado até 2030
Com execução prevista para o período de 2026 a 2030, a iniciativa estrutura o trabalho do Instituto Justina em frentes variadas, abrangendo mediação cultural, capacitação da equipe, formação de público, circulação de espetáculos e estratégias para sustentabilidade financeira. Ao todo, a programação quadrienal prevê a realização de 92 atividades, além de ações de difusão em quatro países e três regiões do Brasil.
O coordenador do projeto, Pablo Lopes, destaca que o suporte de manutenção contínua garante a estabilidade operacional para a equipe. “O projeto de manutenção Território de Criação Comunitária é muito importante porque permite que o Instituto Justina tenha condições de manter uma equipe de criação com rotina de trabalho e previsibilidade financeira para atuar de forma continuada junto à comunidade local e criar estratégias de sustentabilidade ao longo dos quatro anos do projeto”, detalhou. O gestor reforçou ainda que o setor cultural demanda estrutura de trabalho. “Para nós, cultura é trabalho. Por ser assim, existe um labor cotidiano de criação, pesquisa, formação, produção, gestão e relação com a comunidade que só acontece se existir rotina”, pontuou.
Localizado em Aparecida de Goiânia, o Instituto Justina atua desde 2015 em ações de pesquisa, intercâmbio e ensino artístico. Reconhecido como Ponto de Cultura em 2019, a entidade mantém diálogos com criadores do Brasil e de outros países, especialmente da África e da América Latina. O trabalho pedagógico e criativo do grupo baseia-se em memórias comunitárias e utiliza a metodologia Dramaturgias Emergentes, desenvolvida por Takaiuna.
Narrativa teatral e oficina pedagógica
Inspirado na trajetória da pintora mexicana Frida Kahlo, o espetáculo Flores de Frida aborda infância, criação e sentimentos. A história gira em torno de Flora, uma menina que gosta de pintar em seu jardim e planeja realizar a primeira exposição de seus quadros com o apoio das amigas Girassol, Margarida, Lírio e Rosa. O cenário se altera com a chegada do personagem Medo, que pula o muro da Casa Azul. Enfrentando dificuldades para terminar sua última obra, Flora precisa reconhecer e superar esse sentimento.
A montagem é encenada por Layla Alves, Maysa Santos, Monike Santos, Pâmela Caixeta, Sarah Vieira e Gyovanna Oliveira. A dramaturgia e a direção são assinadas por Takaiúna, com ilustrações de Jéssica Wuiner, figurinos e elementos cenográficos de Brazimar Rodrigues e produção executiva de Pablo Lopes.
Na sequência da apresentação, a oficina Pequeno Drama propõe exercitar a escrita e a encenação infantil a partir do livro-cenário Dr. Raimundo. Durante a prática, os estudantes são introduzidos à estrutura do texto teatral, construindo personagens, enredos e diálogos com o apoio de brincadeiras populares e jogos cantados.
Segundo a coordenação, a escolha por realizar as oficinas no ambiente escolar visa assegurar o direito à cultura em áreas periféricas. “Entendemos a manutenção continuada como um investimento no direito à cultura e na capacidade da própria comunidade de produzir suas estéticas e memórias. É garantir que esse trabalho tenha tempo para acontecer, criar vínculos e deixar resultados que permaneçam no território”, concluiu Pablo Lopes.
Fonte:
diaonline.ig.com.br / Aproveite a Cidade


