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quinta-feira, 15 de outubro de 2026
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Monólogo “Senhora P” e oficina de criação cênica integram programação cultural em Alexânia

Teatro Goiano||0 comentários

Montagem estrelada por Adriana Lodi discute violência de gênero e cartografia de memórias nos dias 10 e 11 de setembro

O município de Alexânia receberá nos dias 10 e 11 de setembro de 2026 a circulação do espetáculo teatral “Senhora P”, primeiro monólogo da atriz, diretora e professora de teatro Adriana Lodi. Com sessões gratuitas programadas no Teatro Marie Padille, localizado na Avenida Brasília, Quadra 27, Lotes 28/29, no bairro Novo Horizonte, a montagem propõe uma investigação cênica que cruza memória, ficção e o enfrentamento à violência contra as mulheres.

A dramaturgia parte de uma aula de teatro que se converte em um processo investigativo, colocando em cena uma professora envolvida em circunstâncias que tencionam lembranças, processos de criação artística e um interrogatório policial decorrente de um crime. A condução narrativa evita fronteiras rígidas entre realidade e ficção, convidando o público a transitar por múltiplos pontos de vista sobre os fatos apresentados.

Desde sua estreia em 2022, a obra já circulou por mais de 11 cidades brasileiras. Na passagem por Alexânia, a agenda prevê duas exibições diárias, às 15h e às 20h. A primeira sessão de cada dia é direcionada ao atendimento de escolas, enquanto a faixa noturna abre as portas para a comunidade em geral. A classificação indicativa da obra é de 16 anos, e os ingressos gratuitos exigem retirada antecipada por meio da plataforma Sympla.

Após as apresentações matutinas voltadas aos estudantes, a criadora da peça conduzirá um bate-papo focado em discussões sobre violência de gênero, estereótipos sociais e os desdobramentos dessas temáticas no cotidiano das instituições de ensino.

Fundamentado no conceito de autobiograficções, o espetáculo utiliza vivências, memórias e registros biográficos como matéria-prima para a construção de situações estéticas e ficcionais, sem configurar uma narrativa estritamente pessoal da artista. O procedimento técnico faz parte da pesquisa de doutorado desenvolvida por Adriana Lodi, que investiga as intersecções entre práticas artísticas, ações pedagógicas e as correntes das pedagogias críticas feministas. Na proposta cênica, as trajetórias individuais funcionam como propulsoras de debates coletivos que expõem estruturas sociais enraizadas.

Além das exibições dramáticas, a programação paralela contempla a realização da oficina “Autobiograficções – nossas histórias que não estão contadas”. A atividade formativa ocorrerá nos dias 10 e 11 de setembro, das 9h às 11h, também nas dependências do Teatro Marie Padille. Direcionada a artistas, acadêmicos de teatro e demais interessados em processos criativos, a oficina propõe exercícios práticos de escrita e experimentação cênica amparados em experiências e memórias pessoais. O objetivo é instrumentalizar os participantes para resgatar vivências marginalizadas dos registros oficiais e convertê-las em linguagem artística. As inscrições para a oficina são gratuitas.

A circulação do projeto em solo alexaniense conta com o financiamento e o apoio do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), viabilizando a aproximação da produção cênica brasiliense com novas plateias por meio de um formato que une fruição artística, capacitação e debate público.


Fonte:
tribunadoplanalto.com.br / Tribuna do Planalto

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