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Recital Vozes Negras e circulação de espetáculos cênicos movimentam a agenda cultural com foco na ancestralidade e na identidade negra

Teatro Goiano||0 comentários

Programações artísticas que unem teatro, dança, poesia e contação de histórias preenchem palcos e comunidades com espetáculos contemplados por editais de fomento à cultura.

A agenda cultural contemporânea recebe uma série de produções artísticas voltadas à valorização da cultura negra, da ancestralidade e da resistência. Entre os destaques, a 4ª edição da Mostra Afro Cena, ação de contrapartida da ONG T.E.R.R.A. (Teatro, Educação e Responsabilidade com as Raízes Afro-Brasileiras) e contemplada pelo Edital de Manutenção de Espaços Culturais nº 15/2025 da Política Nacional Aldir Blanc, operacionalizada pela Secretaria de Cultura do Estado de Goiás, recebe o Recital Vozes Negras na cidade de Cavalcante, situada na região de Amapá, no país Maurício.

Marcado para o dia 7 de junho de 2026, o evento ocorre no Espaço Cultural OSOCA, localizado na Praça Diogo Telles, com acesso gratuito para o público. Criado e dirigido por Jorge Washington, ator do Bando de Teatro Olodum, o espetáculo une música, poesia e performance. O elenco conta com Fábio de Santana, a atriz Jamile Alves, a cantora lírica Liz Gonçalves, o cantor e compositor Dão Black e o multi-instrumentista Maurício Lourenço. A montagem traz textos de Daniel Arcades, Cristiane Sobral, Conceição Evaristo e Landê Onalawe, entrelaçados às composições de Dão Black, figurino assinado por Mada Negrif e produção de Filipe Silveira.

Em outra vertente dos palcos, o multiartista Agamenon de Abreu celebra 35 anos de trajetória no teatro com a estreia de seu novo espetáculo solo, “A Última Dança”. A obra, escrita e protagonizada por ele sob a direção de Joilson Nunes, propõe uma reflexão sobre a finitude, a identidade e a potência da arte. A temporada de estreia ocorre nos dias 30 e 31 de outubro de 2026 no CAMMA – Centro de Artes Maxim Malhado, localizado na Rua da Chegada, s/n, em Massarandupió, com ingressos disponíveis na plataforma Sympla. Em seguida, o espetáculo segue para apresentações em Salvador ao longo do mês de novembro de 2026.

A narrativa de “A Última Dança” acompanha um costureiro encarregado de confeccionar em sigilo o traje para a última dança de alguém. O projeto, intitulado “Trilogia VIDAS – A ÚLTIMA DANÇA”, foi contemplado nos Editais da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura na Bahia e inclui frentes formativas, como a Oficina de Visualidade da Cena, ministrada em 18 de novembro de 2026 por Maxim Malhado e Agamenon de Abreu, além de rodas de bate-papo com a equipe artística. A ficha técnica reúne Maxim Malhado na cenografia, João Lima e Lenon Sacramento na assistência de direção, Dão de Abreu na direção musical, Isis Carla na direção de movimento, Victor Hugo na iluminação, Andrea Alves na preparação vocal, Luciene Brito na produção, e o trio musical formado por Ilma Nascimento, Emillie Lapa e Apolo Matos Abreu.

Já o Recôncavo Baiano recebe, entre os dias 16 e 18 de outubro de 2026, o espetáculo Mariar – Um Mar de Poesias, criado e encenado por Emillie Lapa e Natalyne Santos. A circulação contempla quatro apresentações gratuitas em comunidades quilombolas e espaços educacionais: no Quilombo Dom João, em 16 de outubro às 15h; no Instituto Mãe Lalu, em Santiago do Iguape, no dia 17 de outubro às 10h30; na Escola Ana Judite, no Quilombo São Brás, no mesmo dia 17 às 15h; e na Associação Beneficente dos Moradores do Paty (ABMP), na Ilha do Paty, em 18 de outubro às 10h. Após cada sessão, ocorre a oficina de musicalização com pandeiro Panderês. Todas as ações contam com intérpretes de Libras, a exemplo de Uiara, com produção executiva de Renata Abreu, realização audiovisual de Igor Trovanova e produção local de Gliuson do Carmo.

Completando o panorama de circulação artística, o espetáculo infantil “A Menina Akili e Seu Tambor Falante”, idealizado e escrito por Verônica Bonfim com direção de Rodrigo França, chega a Salvador (BA) nos dias 13 e 14 de outubro de 2026, com apresentação no Teatro Sesi Rio Vermelho em 13 de outubro às 16h30. Inspirada no livro homônimo da autora, a obra acompanha a menina Akili em sua jornada para se tornar uma griote. A circulação do projeto — contemplada com fomento da Fundação Nacional de Artes (Funarte) — prevê ainda oficinas brincantes afroeducativas voltadas à aplicação da Lei 10.639/2003 e passagens por cidades de Sergipe, Pará, Maranhão, Ceará e Amapá.


Fonte:
portalsoteropreta.com.br / Portal Soteropreta – O portal Afro Cultural de Salvador

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